FISCALIZA.bsb

Ética e conflito de interesses

Uma iniciativa que publica método para fiscalizar o poder público precisa responder, antes de ser perguntada, à pergunta mais legítima que existe sobre ela: quem paga as contas de quem a mantém, e o que essa pessoa tem a ganhar?

O fato

Esta iniciativa não tem patrocinador, não tem cliente e não vende nada. Não há publicidade, assinatura nem coleta de dado de visitante. Também não é uma entidade sem fins lucrativos: é um projeto de acesso livre, mantido pela mesma pessoa que exerce a atividade profissional descrita a seguir — e é o trabalho dela que paga o tempo gasto aqui.

Quem a mantém exerce consultoria técnica para o setor público, o setor privado e o terceiro setor, sob a marca PoliticaBSB (politica.bsb.br, ainda fora do ar). O nome aparece nesta página, e em nenhuma outra deste site: é referência para você conferir o vínculo, não publicidade. Uma trava automática reprova a publicação se a marca surgir em qualquer outra página — e reprova esta se ela deixar de dizê-lo.

Produzir informação cívica e prestar serviço a instituições são atividades que podem entrar em conflito, e o conflito tem forma conhecida: interesse comercial influenciando critério, resultado ou correção de uma avaliação pública; informação restrita de cliente usada fora da finalidade; um achado negativo virando pressão de venda. As regras abaixo existem para fechar esses três caminhos — não para fingir que a tensão não existe.

O que a consultoria nunca faz

Recusa declarada, mesmo quando pedida e mesmo quando bem paga:

Até 18/12/2026, a atividade de consultoria também não atende mandatos, gabinetes nem assessores parlamentares, e não produz material dirigido a eles.

As regras que protegem o método

Como você verifica, sem confiar em ninguém

A primeira regra seria só uma promessa se o método fosse fechado. Ele não é — e é por isso que a disciplina de versionamento existe: toda mudança de método, dado ou texto deste site é pública e datada, com o commit ao lado, e uma trava automática reprova a publicação se página ou dado mudar sem entrada nesse registro. Uma ressalva, para não prometer o que você ainda não pode checar: o repositório é fechado neste começo, como o do site irmão, então o histórico que preserva cada versão byte a byte existe mas não está aberto à leitura de terceiros. O que está aberto é o registro datado — e o diff de qualquer entrada dele é entregue a quem pedir. A trava da marca comercial funciona nas duas direções: reprova a publicação se ela aparecer em qualquer página que não seja esta.

Nada disso pede confiança. Pede leitura.

Registro, e o que acontece se a regra for quebrada

O registro dos setores atendidos, dos engajamentos que toquem órgão coberto por alguma ferramenta daqui e dos pedidos recusados por estas regras está em implantação: hoje não há o que consultar. Dizer isso é melhor que anunciar um controle que ainda não funciona. Quando existir, o que se publica é um extrato por setor e natureza, revisado — não a linha de cada evento, porque data mais órgão mais objeto reidentificam um cliente mesmo sem o nome. Enquanto isso, uma pergunta sobre conflito de interesses é respondida pelo contato como qualquer outra: com fato e data.

E se uma regra for violada algum dia, o caminho já está escolhido: conter o dano, preservar a evidência, apurar o que houve, comunicar a quem a lei ou o contrato exigir, e publicar o que aconteceu e o que foi corrigido, na proporção do fato. Não é "declarar antes de saber": declarar sem apurar expõe terceiros e atribui erro sem base. É não tratar o próprio erro com régua diferente da que se cobra dos outros.