FiscalizaBSB

Princípios

Estas regras valem para todas as ferramentas da iniciativa, presentes e futuras. Elas não são preferências: são o que separa fiscalização cívica de linchamento digital.

Por que ferramenta, e não opinião

Falta opinião sobre o poder público? Não. O que falta, quase sempre, é o caminho até o documento: onde o ato foi publicado, qual órgão responde, que prazo corre, que palavra usar no pedido. É por isso que esta iniciativa constrói mapa, prazo e instrumento em vez de publicar juízo — a aposta é que ferramenta e disciplina mudam mais prática pública do que avaliação publicada, e que uma pessoa com a fonte oficial na mão cobra melhor do que mil pessoas repetindo a conclusão de alguém.

Isso tem um custo assumido: as ferramentas nunca vão dizer a você quem é bom e quem é ruim, nem entregar a manchete pronta. Em compensação, elas continuam servindo depois que muda o governo, valem igual para qualquer ente e não dependem de você concordar com quem as escreveu. É uma forma lenta de melhorar o setor público — e é a que sobrevive à alternância.

Independência que você confere sozinho

Independência declarada não vale nada; independência conferível, sim. Por isso o método e os mapas são públicos e datados, cada mudança fica registrada em o que mudou, a versão anterior é preservada, e verificações automáticas reprovam a publicação quando uma dessas regras é violada — inclusive as que protegem esta iniciativa de quem a mantém. O vínculo entre este projeto e a atividade profissional de quem o mantém está declarado, com a marca comercial nomeada, em ética e conflito de interesses: nenhuma separação entre partes anônimas seria conferível por ninguém.

No extrato.digital, esses princípios estão detalhados em base legal, qualidade de dados e nos próprios playbooks — auditáveis por qualquer pessoa.