Corrigir pela inflação
R$ 1 milhão de 2015 não é R$ 1 milhão de hoje. Comparar reais de anos diferentes sem corrigir é o erro mais comum de leitura de dado público — e o mais fácil de explorar: "a despesa dobrou em dez anos" pode significar que ela caiu, se os preços mais que dobraram no período. A conta roda no seu navegador.
Um valor só
Uma tabela inteira
As colunas e a referência
O resultado
Os números
Como usar isto sem errar
- Declare a base junto com o número. "R$ 1,4 milhão" não diz nada; "R$ 1,4 milhão em reais de agosto de 2026" diz. Valor corrigido sem base declarada engana tanto quanto valor não corrigido — a ferramenta devolve a frase pronta.
- Escolha a base e não mude no meio. Todos os valores de uma mesma peça precisam estar na mesma referência, ou a comparação volta a ser entre grandezas diferentes.
- O IPCA é a inflação ao consumidor. Para obra pública há índices setoriais mais adequados. Para despesa pública em geral o IPCA é o padrão, e é o que os tribunais de contas usam ao comparar exercícios.
- Correção não iguala o que não é comparável. Dois municípios de porte diferente continuam diferentes depois de corrigidos — para isso é o valor por habitante.
- Acumular percentuais somando é errado. Doze meses de 1% não dão 12%, e sim 12,7%. A conta aqui é multiplicativa, e o erro de somar cresce com o tamanho do período.
De onde vem a série
IPCA, variação percentual mensal, série 433 do Sistema Gerenciador de Séries Temporais do Banco Central — de 1980-01 a 2026-09, 561 meses, versionada neste repositório com a data e a fonte. É dado de referência: descreve o país, não a conduta de ninguém. Guardamos a variação mensal publicada, e não o número-índice, porque é o que dá para conferir linha a linha contra a fonte.