Juntar duas tabelas
Cruzar despesa com população, contrato com fornecedor, pedido com órgão — quase toda pergunta interessante precisa de duas tabelas. E é aí que o dado se perde em silêncio: "Luziânia" de um portal não casa com "LUZIANIA" de outro, e o resultado é uma tabela menor do que deveria, sem aviso nenhum. Aqui o que não casou aparece.
A primeira tabela
A segunda tabela
O resultado
O que não casou
A tabela junta
O que olhar antes de confiar na junção
- A taxa de casamento é o número que importa. Se 80% das linhas casaram, os 20% que faltam podem ser justamente os que mudariam a conclusão. Olhe a lista antes de publicar.
- Código do IBGE é mais seguro que nome. Nome tem acento, abreviação, nome antigo e homônimo — há quinze "Bom Jesus" no país. Sempre que as duas tabelas tiverem o código, use o código.
- Chave repetida na segunda tabela multiplica ou esconde. A ferramenta usa a primeira ocorrência e avisa. Se as linhas deveriam ser somadas antes, some-as você: a junção não decide isso por você.
- Nada casar quase sempre é coluna errada. Ou uma tabela com código e a outra com nome. A ferramenta diz isso em vez de devolver um resultado vazio sem explicação.
- Junção não é prova de relação. Duas tabelas casadas pelo município continuam sendo duas medidas diferentes. O que elas significam juntas é uma pergunta — veja correlação não é causa.