Curva de execução do orçamento
A pergunta é "o dinheiro previsto está saindo, e quando?". A curva mostra, acumulado no ano e em porcentagem da dotação, as três fases da despesa: o empenho (o compromisso), a liquidação (a entrega reconhecida) e o pagamento. Cole a tabela do RREO, que já vem acumulada por bimestre, ou uma série mensal. Nada é enviado: a conta roda no seu navegador.
Os dados
As colunas e a dotação
O desenho
Os números do desenho
Como ler a curva
- A ordem das fases é da lei. É vedada despesa sem prévio empenho, e o pagamento só é feito depois da regular liquidação (Lei 4.320/1964, arts. 60 e 62). Por isso, numa tabela certa, o pago fica abaixo do liquidado, e o liquidado abaixo do empenhado; a ferramenta avisa quando não fica.
- A distância entre as curvas conta uma história. Muito empenhado e pouco liquidado: compromisso assumido e entrega ainda não reconhecida. No fim do ano, o que foi empenhado e não pago vira restos a pagar no ano seguinte.
- A diagonal não é meta. Nenhuma lei manda executar 1/12 do orçamento por mês. A reta de ritmo uniforme só serve de apoio para o olho.
- Concentração no fim do ano é pergunta, não conclusão. Obra paga por medição, convênio que chegou tarde e o 13º salário concentram despesa em novembro e dezembro de forma legítima. O que fazer com a pergunta: pedir o detalhamento dos empenhos do último bimestre.
- Dotação muda no ano. Use a atualizada (com os créditos adicionais), não a inicial, e diga qual usou.
O que esta ferramenta não faz
- Não busca o dado. Você traz a tabela; o site não hospeda dado de atuação de ente nenhum. O exemplo é de um ente fictício.
- Não julga. Execução baixa ou alta não é, sozinha, nem boa nem má gestão. Quem apura é o Tribunal de Contas.