Histograma: onde este valor cai
A pergunta útil aqui não é "qual a distribuição", e sim "o meu município é incomum?". Um valor isolado não responde nada; o mesmo valor contra a distribuição de todos os municípios do porte responde muito. Cole a coluna de números e marque o seu. A conta roda no seu navegador.
Os números
A coluna e o recorte
O desenho
Os números do desenho
Mediana, média e o que cada uma diz
- Use a mediana para dizer "o típico". Dado público é quase sempre assimétrico: poucos entes enormes puxam a média para longe de onde está a maioria. A média aparece aqui, mas ao lado da mediana — e a ferramenta avisa quando as duas se afastam.
- A metade do meio é a régua útil. Entre o primeiro e o terceiro quartil está metade das observações. Um valor dentro dessa faixa é comum, por definição; fora dela, merece uma pergunta.
- O número de faixas muda a forma. É o jeito mais fácil de fazer uma distribuição parecer o que se quer — bimodal, uniforme, concentrada. Por isso o número usado vem escrito no desenho e no aviso.
- Extremo pede explicação, não conclusão. Estar no topo da distribuição pode ser erro de classificação, evento extraordinário, característica do ente, ou nada. É o começo de uma investigação, não o fim.
- Compare o comparável. Uma distribuição que mistura municípios de 3 mil e de 3 milhões de habitantes não tem um "típico". Filtre por porte, ou use valor por habitante antes.