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Deslocamentos pela agenda oficial

No ar desde 29 de outubro de 2026. Estava trancado até o dia seguinte à diplomação e foi antecipado depois do fim do segundo turno, sem mudar nenhuma regra do método; o registro está em o que mudou.

A agenda oficial diz, dia a dia, onde quem exerce o cargo esteve. Este método transforma isso numa tabela com fonte por linha, que o mapa anima — sobre o cargo, nunca sobre a pessoa, e sem uma única inferência que a fonte não sustente.

1. A fonte, e o que ela é

A fonte primária é a agenda oficial publicada pelo órgão do cargo (para a Presidência, no gov.br; para governos estaduais e prefeituras, no site oficial do gabinete). Ela é declaração do próprio órgão: diz onde a agenda previa a autoridade, não onde ela comprovadamente esteve. Essa diferença vai no rótulo de cada linha e na legenda do mapa.

2. Extrair: uma linha por dia e lugar

  1. Uma linha por dia com compromisso presencial fora da sede, com as colunas data;municipio;uf;rotulo;fonte. O rótulo é o tipo do compromisso como a agenda o descreve, sem adjetivo.
  2. A fonte é a URL da agenda daquele dia, não a da página geral. Sem URL do dia, a linha não entra.
  3. Dia sem agenda publicada é lacuna, não ausência de deslocamento. Anote num arquivo à parte: são as datas que o mapa não cobre.
  4. Compromisso virtual não é deslocamento. Fica fora, mesmo que cite uma cidade.

3. Confirmar em segunda fonte

Para viagens, o Diário Oficial publica atos de afastamento e a comitiva; o Portal da Transparência registra diárias e passagens da comitiva por data e destino. Onde as duas fontes concordam, o rótulo ganha "confirmado"; onde só a agenda existe, fica "previsto na agenda". O mapa mostra as duas cores.

4. Rodar no mapa

Cole o CSV em /mapa, confira a lista de linhas não localizadas (homônimos sem UF, grafias), corrija na tabela e exporte. O vídeo leva a legenda e o rodapé com a origem do dado.

5. O que o mapa não prova

  • Não prova motivo. Mostra onde e quando; a razão do deslocamento está no compromisso publicado, e mesmo ele é declaração do órgão.
  • Não prova custo. Custo é outra tabela, do Portal da Transparência, com regras próprias.
  • Não compara pessoas. Dois ocupantes do mesmo cargo em períodos diferentes têm agendas de contexto diferente; justapor os dois mapas é insinuar, e sinal não é acusação.
  • Não é eleitoral. Publicar isto para favorecer ou desfavorecer candidatura viola a regra do ecossistema e, possivelmente, a lei eleitoral. O playbook existe para fiscalizar o exercício do cargo.

Educação cívica, não aconselhamento jurídico. O resultado é seu, com a fonte de cada linha.