Deslocamentos pela agenda oficial
A agenda oficial diz, dia a dia, onde quem exerce o cargo esteve. Este método transforma isso numa tabela com fonte por linha, que o mapa anima — sobre o cargo, nunca sobre a pessoa, e sem uma única inferência que a fonte não sustente.
1. A fonte, e o que ela é
A fonte primária é a agenda oficial publicada pelo órgão do cargo (para a Presidência, no gov.br; para governos estaduais e prefeituras, no site oficial do gabinete). Ela é declaração do próprio órgão: diz onde a agenda previa a autoridade, não onde ela comprovadamente esteve. Essa diferença vai no rótulo de cada linha e na legenda do mapa.
2. Extrair: uma linha por dia e lugar
- Uma linha por dia com compromisso presencial fora da sede, com as colunas
data;municipio;uf;rotulo;fonte. O rótulo é o tipo do compromisso como a agenda o descreve, sem adjetivo. - A fonte é a URL da agenda daquele dia, não a da página geral. Sem URL do dia, a linha não entra.
- Dia sem agenda publicada é lacuna, não ausência de deslocamento. Anote num arquivo à parte: são as datas que o mapa não cobre.
- Compromisso virtual não é deslocamento. Fica fora, mesmo que cite uma cidade.
3. Confirmar em segunda fonte
Para viagens, o Diário Oficial publica atos de afastamento e a comitiva; o Portal da Transparência registra diárias e passagens da comitiva por data e destino. Onde as duas fontes concordam, o rótulo ganha "confirmado"; onde só a agenda existe, fica "previsto na agenda". O mapa mostra as duas cores.
4. Rodar no mapa
Cole o CSV em /mapa, confira a lista de linhas não localizadas (homônimos sem UF, grafias), corrija na tabela e exporte. O vídeo leva a legenda e o rodapé com a origem do dado.
5. O que o mapa não prova
- Não prova motivo. Mostra onde e quando; a razão do deslocamento está no compromisso publicado, e mesmo ele é declaração do órgão.
- Não prova custo. Custo é outra tabela, do Portal da Transparência, com regras próprias.
- Não compara pessoas. Dois ocupantes do mesmo cargo em períodos diferentes têm agendas de contexto diferente; justapor os dois mapas é insinuar, e sinal não é acusação.
- Não é eleitoral. Publicar isto para favorecer ou desfavorecer candidatura viola a regra do ecossistema e, possivelmente, a lei eleitoral. O playbook existe para fiscalizar o exercício do cargo.